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Espanha e EUA querem que a América Latina assuma nova função “global”

02/02/2010 06:02 AM EDT

EFE

A Espanha e os Estados Unidos concordam com a necessidade de que a América Latina assuma uma função de “interlocutor global” para participar de problemas importantes como a crise econômica e desafios tais como as mudanças climáticas.

O secretário de Estado da Espanha para a Ibero-América, Juan Pablo de Laiglesia, e o secretário de Estado assistente dos Estados Unidos para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, se reuniram em Madrid.

Os dois oficiais discutiram principalmente assuntos como a situação humanitária no Haiti, atingido pelo terremoto, e a crise política em Honduras, bem como a cooperação entre os Estados Unidos e a União Europeia na América Latina.

De Laiglesia aproveitou o encontro para explicar a seu colega americano “os objetivos que a Espanha espera atingir durante seus seis meses na presidência da UE”, disse ele em uma entrevista com a Efe, depois do encontro.

“Concordamos plenamente que a América Latina é um agente global que precisa ser reconhecido como tal, e que precisamos reconhecer essa função na solução de problemas na agenda global”, disse De Laiglesia.

Ele enfatizou que a troca de opiniões com Valenzuela foi “extremamente proveitosa e construtiva”, e anunciou que a Espanha e os Estados Unidos têm a intenção “não apenas de dar continuidade a isto, mas também de proporcionar uma estrutura institucional mais sólida através da formação de grupos de trabalho para questões específicas”.

A primeira dessas questões será ajudar no desenvolvimento da América Latina, disse ele.

De Laiglesia enfatizou que os diversos esforços entre a Estanha, a União Europeia e os Estados Unidos serão voltados para “sempre reconhecer a liderança” dos próprios países da América Latina “no estabelecimento de objetivos e mecanismos para aquela cooperação”.

Quanto ao Haiti, De Laiglesia disse que conversou com Valenzuela sobre “a necessidade e a urgência de aperfeiçoar todos os mecanismos de coordenação para garantir ajuda eficaz no atendimento de emergências, mas também na área de planos de reconstrução e apoio a médio e longo prazos “para superar a devastação do terremoto de 12 de janeiro, que deixou mais de 170 mil mortos e cerca de 1,5 milhões de desabrigados.

Honduras foi um outro assunto central na conversação entre Valenzuela e De Laiglesia, e este último expressou a postura da Espanha e da UE em relação à crise deflagrada pelo golpe contra o presidente hondurenho, Mel Zelaya, em junho passado.

“A ocupação da presidência por (Porfirio) Lobo e a resolução da situação totalmente inaceitável na qual se encontrava o presidente Zelaya sugerem a criação de um cenário no qual se torna possível contemplar a recuperação da normalidade nas relações entre Honduras e o restante da Ibero-América e da comunidade global”, disse De Laiglesia.

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