Programa de assistência humanitária combate a malária no Amazonas

Uma moradora de uma cidade próxima a Manaus explica que depois de receber a rede de proteção contra os mosquitos doada pelo SOUTHCOM e pela USAID em 2009 não mais contraiu a malária. (Foto: Dailani Seixas / USAID Brasil)
Um projeto voltado para a redução da incidência e da mortalidade da malária foi lançado em 20 de janeiro em Manaus, Brasil, pelo Programa de Assistência Humanitária do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) em parceria com a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
O projeto tem como foco as cidades de Tefé, Ipixuna, Uarini e Eirunepé, no estado do Amazonas, onde se registra um alto índice de incidência da malária, e será implementado pelo governo deste estado por intermedio da Fundação de Vigilância de Saúde do Amazonas em parceria com a USAID e a ONG brasileira Fundação Amazônica de Defesa da Biosfera, com apoio do SOUTHCOM.
O diretor da Missão da USAID no Brasil, Lawrence Hardy, e o chefe do setor de Assistência Humanitária do SOUTHCOM, Steven Carro, acompanharam o vice-governador do Amazonas, José Melo, e o secretário de Saúde do Amazonas, Wilson Alecrim, na inauguração das atividades conjuntas para a prevenção da malária, em Manaus.
Em um período de até 12 meses, camas e redes serão distribuídas a 29 por cento da população das quatro cidades alvo do programa. Como parte do esforço, será distribuído aos residentes locais material educacional impresso em português e em três outros idiomas nativos falados na região.
As quatro cidades foram escolhidas em função dos altos números de casos de malária que atingiram, apenas em Tefé, 1.400 registros em 2010. Eirunepé registrou mais de 3.300 casos no mesmo período, e Uarini e Ipixuna (cidade natal do vice-governador) registraram 1.070 e 380 casos de malária respectivamente. Juntas, as quatro cidades têm registros de quase 2 mil casos de malária falciparum, a variável mais grave da doença.
Em 2009 um projeto similar, apoiado pela USAID em parceria com a Fundação de Vigilância de Saúde do Amazonas e pela Fundação Amazônica de Defesa da Biosfera, ajudou a reduzir a infecção por malária em 62 por cento nas cidades de Autazes, Careiro, Presidente Fiqueiredo, Manacapuru e Manaus.
Representantes do SOUTHCOM, do Gabinete de Ligação Militar dos EUA (USMLO) e da USAID visitaram uma das comunidades beneficiadas no dia 19 de janeiro de 2012 e foram elogiados pelos residentes locais que gostaram das redes de proteção contra mosquitos recebidas. Uma moradora contou que antes de receber a rede já havia contraído malária cinco vezes, e desde então não foi mais atingida pela doença.


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