O Brasil investirá mais de US$ 2 milhões em um novo programa de compra de alimentos para a população mais pobre da Etiópia, Malaui, Moçambique, Níger e Senegal, informou na terça-feira, em Roma, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Brasil financiará compra de alimentos para cinco países da África

AFP
José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para
                     Agricultura e Alimentação (FAO), fala durante uma entrevista coletiva na sede da
                     FAO em Roma, no dia 3 de janeiro de 2012. (Foto: REUTERS / Max Rossi)

José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), fala durante uma entrevista coletiva na sede da FAO em Roma, no dia 3 de janeiro de 2012. (Foto: REUTERS / Max Rossi)

O Brasil investirá mais de US$ 2 milhões em um novo programa de compra de alimentos para a população mais pobre da Etiópia, Malaui, Moçambique, Níger e Senegal, informou na terça-feira, em Roma, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

O programa será elaborado pela FAO e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), e é inspirado no programa “Fome Zero”, lançado em janeiro de 2003 pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva, que conseguiu reduzir a desnutrição no Brasil em 25 por cento, fazendo com que cerca de 24 milhões de pessoas saíssem da pobreza extrema, segundo dados do governo brasileiro.

Através do acordo, assinado em Roma na seda da FAO, o Brasil contribuirá com US$ 2,37 milhões para a compra da produção dos pequenos trabalhadores rurais e sua distribuição às categorias de risco, incluindo crianças e jovens, através de programas de merenda escolar, explicou em um comunicado a agência das Nações Unidas.

O acordo estabelece que a FAO receberá US$ 1,55 milhão para cuidar dos aspectos relacionados à produção, fornecimento de sementes e fertilizantes e aumentar a capacidade dos pequenos agricultores e das associações de trabalhadores rurais.

Por sua vez, o PMA receberá US$ 800 mil para organizar as compras e distribuir os alimentos nas escolas e entre os grupos mais vulneráveis, explica o comunicado.

“Além de ajudar a complementar a dieta das pessoas que têm fome, o projeto pretende fortalecer os mercados locais de alimentos, ajudando em longo prazo a melhorar a segurança alimentar e a evitar futuras crises”, explica a FAO.

Desde janeiro deste ano a FAO, fundada em 1945, é presidida por um latino-americano, o brasileiro José Graziano da Silva, que substituiu o senegalês Jacques Diouf no período 2012-2015.

 

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Mais uma propaganda internacional e se o governo brasileiro está tão cheio de dinheiro por que não financia a fome, o desemprego, a saúde, a moradia dos 40% de sua população que representa mais de 40 milhões.

Mariana Rincon Dia 29/02/2012 at 03:29PM

 
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