Os Estados Unidos cancelaram a ação militar contra a Venezuela, na segunda-feira, após o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ter ameaçado cortar o fornecimento de petróleo para os EUA caso os mesmos apoiassem um ataque colombiano.

EUA cancelam ação militar contra Venezuela

AFP
Os Estados Unidos cancelaram a ação militar contra a Venezuela. (AFP Photo / Saul Loeb)

Os Estados Unidos cancelaram a ação militar contra a Venezuela. (AFP Photo / Saul Loeb)

Os Estados Unidos cancelaram a ação militar contra a Venezuela, na segunda-feira, após o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ter ameaçado cortar o fornecimento de petróleo para os EUA caso os mesmos apoiassem um ataque colombiano.

“Conforme afirmamos no passado, os Estados Unidos não têm a intenção de empregar ação militar contra a Venezuela”, disse à AFP Virginia Staabe, porta-voz do Departamento de Estado.

“Há tempos os Estados Unidos desfrutam de um relacionamento de energia com a Venezuela mutuamente benéfico, e queremos ver esse relacionamento continuar”, disse ela.

Importando 1,4 milhão de barris de petróleo por dia, os Estados Unidos são os principais consumidores do petróleo da Venezuela, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Organization of Petroleum Exporting Countries – OPEC) e o maior produtor e exportador de petróleo da América do Sul.

Chávez, presidente antiamericano e esquerdista da Venezuela, disse no domingo que tem informações de inteligência de que “a possibilidade de uma investida armada da Colômbia contra o território venezuelano” era a maior dos últimos “100 anos”.

Se a Colômbia lançar um ataque “promovido pelo império Ianque, suspenderemos o fornecimento de petróleo para os Estados Unidos, mesmo que todos aqui tenham que comer pedras”, advertiu.

Chávez rompeu relações diplomáticas com Bogotá na quinta-feira, em resposta a acusações do presidente colombiano Álvaro Uribe de que 1.500 guerrilheiros colombianos haviam acampado na Venezuela e estavam atacando a partir do seu território.

“Encorajamos a Colômbia e a Venezuela a empregar o diálogo e a diplomacia para garantir que sua divisão de fronteira fique segura e em paz”, disse Staab.

“A informação apresentada pela Colômbia com relação a uma presença contínua de grupos armados ilegais na Venezuela merece uma investigação completa por entidades internacionais competentes”, disse.

Os Estados Unidos apoiaram seu aliado-chave, dizendo que as alegações da Colômbia de que a Venezuela estava abrigando rebeldes colombianos “precisam ser levadas realmente a sério”.

 

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