Alto índice de assassinatos na Guatemala ligado ao narcotráfico

A Guatemala sofre uma escalada de violência, principalmente ligada ao narcotráfico e às gangues. (Foto: Reuters/Jorge Dan López)
A violência disparou na Guatemala durante o recém-terminado governo de Álvaro Colom, com mais de 24 mil homicídios em quatro anos de mandato, a cifra mais alta das três últimas administrações, segundo informativo divulgado em 23 de janeiro por uma organização humanitária.
“Comparadas as três administrações anteriores, pode-se observar que a que concentra o maior número de vítimas fatais” é a de Colom, informa o documento do Grupo de Apoio Mútuo.
Segundo essa organização humanitária independente, nos quatro anos de administração do ex-presidente Alfonso Portillo (2000-2004) ocorreram 14 mil homicídios, 21.511 durante o período de Óscar Berger (2004-2008) e 24.021 no de Colom (2008-2012).
A Guatemala sofre uma escalada de violência, principalmente com a penetração dos cartéis de narcotraficantes como o mexicano Los Zetas, bem como com a proliferação das terríveis quadrilhas de jovens (“maras”), que controlam os bairros da periferia do país.
Em 2011, “os massacres (…) foram os crimes de maior destaque, reportando-se ao longo do ano um total de 122 casos com a morte de 466 pessoas e 152 feridos”, explicou.
Apenas no dia 21 de janeiro oito pessoas morreram em um ataque armado a uma discoteca em uma localidade ao sul da capital guatemalteca. No local da matança foram encontrados cinco fuzis M16, informou a Polícia Nacional Civil, que investiga as causas do ataque.
Otto Pérez, que assumiu a presidência da Guatemala há apenas dez dias, afirmou que o ataque pode ter sido uma consequência de confrontos entre os cartéis, pois a droga era distribuída na discoteca, informou.


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