República Dominicana Bate Recorde de Apreensões de Cocaína Enquanto as Rotas Mudam
![Cocaína apreendida: carregadores de bagagem esvaziam uma mala em um aeroporto na República Dominicana. No último mês de dezembro, as autoridades confiscaram 1.077 kg de cocaína de malas que estavam a bordo de um avião no aeroporto La Romana. [Larry Luxner]](/images/shared/images/2012/01/30/dominican.jpg)
Cocaína apreendida: carregadores de bagagem esvaziam uma mala em um aeroporto na República Dominicana. No último mês de dezembro, as autoridades confiscaram 1.077 kg de cocaína de malas que estavam a bordo de um avião no aeroporto La Romana. [Larry Luxner]
As autoridades policiais antidrogas dominicanas estabeleceram um recorde para suas apreensões anuais de cocaína, confiscando mais de 8.000 kg do pó branco no ano passado – o que reflete a determinação do governo do presidente Leonél Fernandez de combater o tráfico de drogas no país.
O especialista em segurança regional Bruce Bagley, que escreveu muitos estudos sobre o narcotráfico na região do Caribe, disse que os cartéis – desmembrados na Colômbia pelo Plano Colômbia que custou U$8 bilhões – estão encontrando uma violenta resistência no México com a Iniciativa Mérida e agora estão reconstruindo velhas rotas no Caribe.
“Houve um enorme aumento do tráfico dentro do Caribe nos últimos dois anos”, disse Bagley, “Há uma dispersão reversa do crime organizado restabelecendo progressivamente rotas que existiam antes”.
A localização geográfica do país também o torna vulnerável para o narcotráfico sob vários aspectos, disse Bagley.
“A República Dominicana é um ponto de partida para a Europa, onde o mercado está crescendo e os preços estão altos”, disse a Diálogo. “Está na rota de abastecimento que passa pela Flórida, segue acima para a Costa Leste em direção ao Canadá e também abastece as rotas da África Ocidental, de onde continua em direção à Europa através do sul”.
Recorde de apreensão de drogas no aeroporto La Romana
Em 15 de dezembro, membros da Divisão Tática de Investigações Sensíveis (DTIS) confiscaram 1.077 kg de cocaína no aeroporto La Romana no litoral sudeste do país. O cidadão holandês Nicolass Johannes Maria e o cidadão inglês Edgar Rowson foram presos juntamente com 17 funcionários do governo pertencentes à Força de Segurança Especializada dos Aeroportos, o Departamento de Imigração e a Diretoria Nacional de Controle de Drogas, disse o porta-voz Roberto Lebrón.
A cocaína possivelmente viajou de lancha da América do Sul para La Romana, onde foi acomodada num avião Challenger de 24 lugares, que fazia parte de um plano de voo para seguir para a Antuérpia, Bélgica, disse Lebrón.
Autoridades policiais esmagaram a operação de narcotráfico quando as 20 malas contendo cocaína já estavam na aeronave, pegando Maria e Rowson de surpresa pouco antes da decolagem.
Membros do departamento de imigração foram detidos sob a suspeita de terem favorecido o tráfico ao autorizar a saída de dois cidadãos europeus da República Dominicana em troca de uma soma em dinheiro não especificada.
Os funcionários da Força de Segurança Especializada dos Aeroportos e a Diretoria Nacional de Controle de Drogas (DNCD) que foram detidos também são suspeitos de terem recebido suborno para cooperar com o transporte das drogas.
O chefe do DNCD Rolando Rosado disse a repórteres que o produto da venda da cocaína seria utilizado para atividades terroristas em um país estrangeiro que não foi revelado. De acordo com a história publicada no Website da diretoria, as autoridades ainda estão procurando por indivíduos de descendência libanesa que estão relacionados com o caso.
Em outubro de 2011, funcionários do DNCD realizaram outra grande apreensão, confiscando 1.098 kg de cocaína disfarçada como equipamento médico destinada a Le Havre, França, através do porto multimodal de Caucedo, perto de Santo Domingo.
Homem peça central do narcotráfico extraditado para Porto Rico
Outro indício da emergente vontade política de Fernandez de atacar o problema do narcotráfico foi a prisão em 9 de dezembro de Miguel Rivera Díaz, peça central na questão do narcotráfico, escondido na República Dominicana – operando impunemente – por 10 anos.
A Polícia Nacional Dominicana localizou Rivera Diaz num bairro na zona oeste de Santo Domingo, e capturou o chefão do narcotráfico quando ele saía de seu esconderijo para cortar o cabelo, de acordo com o publicado pela imprensa. Após ser detido, Rivera foi rapidamente enviado de volta a Porto Rico, onde ele era um dos fugitivos mais procurados da ilha.
Rivera embolsou U$40 milhões com o tráfico de pelo menos 2.500 kg de cocaína em Porto Rico nos últimos meses, de acordo com fontes oficiais.


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