Tribunal autoriza a extradição de narcotraficante guatemalteco para os Estados Unidos

Segundo as leis guatemaltecas, a palavra final sobre a extradição de Elio Lorenzana Cordón é do presidente do país, Otto Pérez (na foto). (Foto: REUTERS / Jorge Dan López)
Um tribunal guatemalteco autorizou a extradição para os Estados Unidos do suposto líder guatemalteco Elio Lorenzana Cordón, acusado de integrar uma organização que trafica drogas, informou o titular da instituição jurídica, Saúl Álvarez.
“A sentença foi unânime e indica que o Tribunal não reconheceu a culpa do acusado, apenas o fundamento do pedido” de extradição, afirmou à imprensa local Álvarez, presidente do Tribunal Terceiro de Sentença Penal.
Lorenzana Cordón foi capturado no dia 8 de novembro de 2011 em sua residência em El Llano, no município de Huité, estado de Zacapa, a 170 quilômetros a leste da capital, acusado de associação para importar cinco ou mais quilos de drogas para território norte-americano.
Segundo a denúncia, Lorenzana Cordón era procurado pelos EUA desde 1999, acusado de recepção, armazenamento e transporte de drogas por via terrestre, junto com sua família. O pai do acusado, Waldemar Lorenzana Lima, também está detido e é solicitado pela justiça norte-americana.
Lorenzana Lima, vulgo o “Patriarca”, é considerado o chefe do consórcio familiar e foi preso em 26 de abril de 2011.
De acordo com a acusação, os Lorenzana trabalhavam para o líder guatemalteco Otto Herrera, detido na Colômbia, de onde foi transferido para os EUA para responder por 92 acusações por narcotráfico, e era um dos dez mais procurados por esse país.




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