Forças do governo conseguiram fechar a instalação clandestina da guerrilha na capital do país e desmantelaram parte das Redes de Apoio ao Terrorismo (RAT).

Tropas colombianas fecham hospital das FARC em Bogotá

Por Richard McColl
Médicos colombianos transportam um soldado ferido para um hospital de Cali após um ataque das FARC a uma base da marinha em fevereiro de 2005. [Reuters/Fredy Builes]

Médicos colombianos transportam um soldado ferido para um hospital de Cali após um ataque das FARC a uma base da marinha em fevereiro de 2005. [Reuters/Fredy Builes]

BOGOTÁ — Forças do governo conseguiram fechar um hospital clandestino das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) na capital do país e desmantelaram parte das Redes de Apoio ao Terrorismo (RAT).

Duas casas comuns de tijolos, no bairro operário de Usme, em Bogotá, foram colocadas sob vigilância da Direção de Investigação Criminal e Interpol (DIJIN) nas semanas que antecederam a operação conhecida como “República 130”. Agentes do órgão observaram combatentes feridos sendo levados à casa para tratamento e recuperação, que eram realizados pelas enfermeiras das FARC conhecidas pelos vulgos de Tatiana e Viviana.

“Essas mulheres usavam seu conhecimento, trabalhando em um prédio que foi adaptado como depósito de medicamentos e como clínica para tratamento e reabilitação de guerrilheiros feridos”, afirma o diretor da DIJIN, general Carlos Ramiro Mena.

A operação ocorreu após o anúncio em 26 de fevereiro de que as FARC estariam abrindo mão do sequestro de civis por dinheiro. Mas o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, insiste que o grupo guerrilheiro cesse a prática de sequestro e todos os demais atos de terrorismo antes de iniciar as negociações de paz com seu governo.

Em novembro último, tropas do governo mataram Guillermo León Sáenz Vargas, vulgo “Alfonso Cano”. O supremo comandante das FARC de 63 anos morreu em um tiroteio nas montanhas do departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia. Pouco depois, Santos classificou a morte do terrorista como “o golpe mais devastador que o grupo já sofreu em toda sua história”.

Sob o comando de Henry Castellanos Garzón, vulgo “Romaña”, os guerrilheiros feridos em ação no departamento de Meta — localizado ao sul de Bogotá e que dá acesso ao vasto Parque Nacional Natural Sumapaz — seriam levados para Usme. Lá, os rebeldes, afiliados à Frente Ariari das FARC, receberiam cuidados até se recuperarem.

No início de março, 12 membros das RAT foram capturados e uma pequena fábrica de uniformes idênticos aos utilizados pelas tropas do governo foi tomada. Diz-se que esses uniformes seguiam para o sul, às zonas de conflito, onde os militantes das FARC — disfarçados como tropas do governo — criavam falsos bloqueios nas estradas perto de instalações militares para fins de sequestro e extorsão.

Embora esses ataques em Usme e Meta tenham produzido resultados significativos, as informações recolhidas na operação servem para lembrar os civis e o governo o quão perto as FARC estão de Bogotá e quão fácil é para os rebeldes chegar à cidade.

Há muito, o distrito de Usme é um problema para a polícia de Bogotá, pois acaba em uma grande e aberta estepe a apenas 30 km da capital. Com altitudes que variam de 1.500 a 4.360 metros acima do nível do mar e com pontos de entrada que descem da Cordilheira dos Andes para as florestas de várzea dos departamentos de Meta e Huila, esta é uma região difícil de ser patrulhada — algo que não passou despercebido por Romaña e pelo membro do Secretariado das FARC Mauricio Jaramillo, vulgo “El Médico”.

Romaña, que ainda não foi preso pelas forças de segurança, era o braço direito de Jorge Briceño Suárez, vulgo “Mono Jojoy”, o ex-comandante militar das FARC morto em um ataque em setembro de 2010 em Meta. Agora, Romaña supervisiona a mesma área que seu ex-chefe e, por sua vez, tem forte participação na coordenação das chamadas “milícias urbanas” do grupo rebelde e na supervisão do transporte de armas, munições e explosivos para Bogotá.

Apesar de Romaña continuar foragido em Meta, as forças da DIJIN conseguiram capturar um guerrilheiro subversivo de nome Jaider Henao Naranjo, vulgo “Diego Guapuchon”.

Em comunicado à imprensa, Mena, da DIJIN, disse que este subversivo era “diretamente encarregado da coordenação do tráfico de armas, munições e explosivos da organização para Bogotá, cuja maior parte era negociada com a venda de coca em várias áreas periféricas da cidade de Mesetas [no departamento de Meta]”.

Em uma reviravolta que mostra a importância da operação policial e militar, Naranjo — capturado junto com seu irmão, Alexis Henao Naranjo — tem ligações diretas com Mauricio “El Médico” Jaramillo, membro do Secretariado das FARC encarregado das unidades guerrilheiras móveis.

Com a captura dessas milícias urbanas das FARC, a polícia diz ter encerrado uma investigação iniciada em novembro de 2011, quando uma granada foi detonada no norte de Bogotá, pois Mono Jojoy, Romaña e Guapuchon estavam entre os principais líderes das FARC que tinham experiência em explosivos.

 

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Comentários

 

bom

andres Dia 09/07/2012 at 07:08PM

quero fazer parte dos muitos companheiros que estão tentando uma mudança para nosso país

wilmer Dia 29/06/2012 at 08:06PM

Está na hora de o PT do Brasil também fechar as repartições e parar de dar apoio a estes terroristas. Hipócritas!

GENERAL JUAN PABLO REYES Dia 24/06/2012 at 09:39AM

Muito Interessante

João Dia 22/06/2012 at 02:30PM

É uma vergonha da narcopolítica colombiana, Uribe representa o mais podre dessa política. VIVEREMOS E VENCEREMOS!!!!!!!!

Alirio de Jesús Sendrea Pinto Dia 19/06/2012 at 09:30AM

Este Luis Morillo que escreveu é uma desgraça, pensando assim do líder da revolução bolivariana ; um homem limpo, claro em suas ideias, pensamento e povo ; Claro que Morillo não é patriótico.

no miente Dia 08/06/2012 at 03:46PM

não é segredo para ninguém que os guerrilheiros estão na Venezuela comendo bem uma vez que estão ao pé do comandante

benito Dia 07/06/2012 at 12:20PM

Aqueles que se intitulam democráticos com 7 bases estrangeiras, em seu próprio país. Essas sim são REDES DE APOIO AO TERRORISMO UNIVERSAL. Eles as usam para eliminar aqueles que atrapalham seus negócios de narcotráfico e lavagem de seus dólares, são os mercenários de seu projeto primordial, assassinos. É uma lástima que o povo da Colômbia seja tão pobre que a miséria o leve a vender sua dignidade.

gabriel omaña uribe Dia 31/05/2012 at 08:57AM

Acho que devemos estar muito alertas em relação ao presidente Chávez em virtude de todas as declarações públicas que ele tem feito em apoio às FARC já há bastante tempo.

luis morillo Dia 26/05/2012 at 02:19PM

 
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