O telescópio Hubble bateu um novo recorde ao descobrir as galáxias mais antigas observadas até o momento, que datam de 13.000 milhões de anos, ou seja, de 600 a 800 milhões de anos depois do Big Bang, anunciou a Nasa nesta terça-feira.

Hubble descobre as galáxias mais antigas jamais observadas

AFP

O telescópio Hubble bateu um novo recorde ao descobrir as galáxias mais antigas observadas até o momento, que datam de 13.000 milhões de anos, ou seja, de 600 a 800 milhões de anos depois do Big Bang, anunciou a Nasa nesta terça-feira.

Estes novos objetos cósmicos descobertos são essenciais para se entender a evolução que aconteceu desde o nascimento das primeiras estrelas até a formação das primeiras galáxias, que deram lugar mais tarde à criação da Via Láctea e outras galáxias elípticas que povoam o universo atual, indicam os astrofísicos que participaram dessa descoberta.

A equipe de astrônomos juntou os dados trazidos pelos novos instrumentos do Hubble (o primeiro telescópio espacial) e as observações feitas com o telescópio orbital Spitzer para calcular as idades e a massa destas primeiras galáxias.

“As massas destas primeiras galáxias representavam cerca de 1% da massa da Via Láctea”, explica Ivo Labbé, do Carnegie Observatories, um dos membros da equipe de pesquisas.

“Para nossa maior surpresa, os resultados mostram que estas galáxias existiam 700 milhões de anos depois do Big Bang (que teoricamente marcou o início do universo), o que significa que devem haver começado a formar estrelas várias centenas de milhões de anos antes, prorrogando ainda mais as datas das primeiras formações estelares”, acrescenta.

“Com o conserto e a modernização do Hubble (em maio de 2009) e seus novos instrumentos, entramos em um território cósmico desconhecido, que abre o caminho para novas descobertas”, destaca Garth Illingworth, da Universidade da California de Santa Cruz, um dos responsáveis por este trabalho.

 

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